DOM MARCOS TAVONI: "O TJ-PI ATRASA A CAMINHADA DA IGREJA CATÓLICA EM BOM JESUS"

Pascom Diocesana: “Dom Marcos, diante dos últimos eventos organizados pela Diocese em Bom Jesus, como a 16ª Romaria da Terra que reuniu 6 mil pessoas, em julho do ano passado; do Encontro Regional de Casais do ECC, com mais de 200 casais, em junho deste ano; e dá pré-jornada da JMJ-2027, com quase 200 jovens do Tocantins visitando nosso Santuário; nossas assembleias, retiros, reuniões e outros eventos, a comunidade católica questiona sobre a falta que nos faz a hospedaria do Centro Pastoral e Social Diocesano. O senhor pode nos dar informações, como está a questão nos tribunais?”  
Dom Marcos: “Sim! A comunidade tem toda razão em questionar. Existe uma lentidão, quase uma malemolência da justiça que julga com morosidade e equívocos primários, básicos, do direito.  Há 11 anos estamos tentando reaver o que nosso por direito.
Estávamos esperando a publicação de um Acórdão (02/07) e o prazo de 15 dias úteis para o trânsito de uma sentença favorável e definitiva, mas eles, ocupantes do imóvel, apresentaram embargos de declaração, solicitando sustentação oral, o que lhes é de direito e foi ignorado pela Magistrada. Eles, apelaram, reiterando o seu direito à sustentação e o Processo deve voltar a Julgamento pela Turma para, obrigatoriamente, ouvi-los. Ela poderia, simplesmente, escutá-los e dar sequência a sentença proferida; ou seja, voltamos ao início da 2ª instância, para novo julgamento, protelando mais um vez os tramites do Processo, infelizmente!
Como não gerar Indignação? É minimamente estranho o que acontece naquela corte; um magistrado é afastado por supostas “sentenças indevidas”, no meio das quais a sentença de nosso processo, escancaradamente equivocada pelo Magistrado afastado, Dr. José James. Aí assume uma comissão para uma “justa análise das sentenças em andamento”. Uma comissão, tecnicamente, instaurada para dar atenção aos prejudicados. Mas acontece que a Desembargadora presidente da Comissão, Des. Maria Luiza, passa a proceder de igual maneira ao seu antecessor; e, com relação ao nosso processo, também, ignora procedimento judicial pontual, beneficiando a ré, retardando a decisão final, em prejuízo da nossa causa.
Somos uma instituição religiosa, sem fins lucrativos, de cunho social, necessitamos do nosso imóvel para a acolhida de nossas pastorais sociais e do abrigo dos trabalhos com nossos pobres e vulneráveis. O que acham? Teria algo de mais prioritário à essa Comissão do que fazer justiça para com os pobres?
Tentei um encontro com a Magistrada em seu Gabinete, mas a sua agenda urgentíssima, de último momento, nos impediu de apresentar nossa indignação e apelo, pessoalmente.
Estamos fazendo de tudo, encaminhado de maneira competente com nossos Advogados e rezando pela nobre Desembargadora, uma vez, que no mês passado, ela assumiu a vaga, antes ocupada pelo Desembargador afastado. Vamos rezar para que o Espírito Santo a ilumine, pois parece ter sido escolhida por notório saber e por preencher bem os quistos da vacância.”
A Pascom Diocesana agradece a Dom Marcos, segue fazendo a cobertura dos fatos entorno deste caso e voltará, oportunamente, com novas informações.
 
(PASCOM Diocesana/Bom Jesus-PI)